Dona Elisa no frevo

a Jackson do Pandeiro ( 1919 – 1982) e Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)


Quando o frevo ferve
dona Elisa cai no passo
passo passo passo pa
não é sopa não

Dona Elisa é lisa é lisa
sombrinha na mão
varre, varre vassourinha
varre o céu no chão

Parafuso
dobradiça
tesoura
locomotiva
ferrolho
encolhe estica
saci Pererê

Caindo nas molas
é ponta de pé
Elisa é lisa
Elisa é lisa
Elisa é

Rebuliço
colorida

festança agitação
tudo dança é frevo fervendo alegria
multidão

Abanando, quando o frevo ferve,
não é sopa não

Passô, passô,
passô, passô, passô sôpá, sôpá sôpá, sôpá, sôpá, sôpá

Passô, passô,
passô, passô, passô sôpá, sôpá sôpá, sôpá, pássô, pássô,

Passô!

Varre o céu no chão…

Dona Elisa, no frevo – a melodia do refrão é a 1ª parte de “Für Elise” (para Elisa), de Beethoven, até hoje tocada nos caminhões de entrega dos botijões de gás – Lang Lang (piano): https://www.youtube.com/watch?v=GwcyH-aWUc8

Partitura original de “Für Elise” – para Elisa, que, na verdade era Therese, a quem, Beethoven propôs casamento.
Ela declinou o pedido, pois achava que Ludwig era “muito autoritário e desorganizado”.

Jackson do Pandeiro

“Eu tenho um balanço meio chatinho que serve para toda época. A turma se liga porque, a não ser samba-canção, pego de todo lado, de frevo à música de terreiro. Música que tem balanço, no Brasil, faço todas elas. E o coco é o pai do negócio”. – Jackson do Pandeiro.

• BIOGRAFIA INDICADA: MOURA, Fernando. VICENTE, Antônio. Jackson do Pandeiro. O Rei do Ritmo. São Paulo: Editora 34. 2001.

BIOGRAFIA RÁPIDA: https://www.youtube.com/watch?v=7VLYQZaGOnM

• Jackson do Pandeiro. Documentário raro. Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=ELlqnGrxY_E.

Jackson do Pandeiro. Documentário raro. Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=y6sn0JuSf1g

Sua Majestade, o Rei do Ritmo

“Jackson era uma unanimidade. Tocava qualquer coisa. Se você chegar no Rio de Janeiro, tem bons ritmistas nascidos lá. Mas se pedir pra tocar um pandeiro de frevo, ninguém sabe. Jackson tinha o conhecimento de toda essa cultura e mais aquilo que se fazia no Rio. A coisa do samba com ele, era brincadeira… O Jackson ´considerado por todas as pessoas do meio de música, os grandes músicos, os grandes ritmistas, como o maior ritmista brasileiro de todos os tempos.” – Paulinho da Viola.

JACKSON DO PANDEIRO e DOMINGUINHOS – IMPERDÍVEL! molho:
https://www.youtube.com/watch?v=ZqC0aBpPAl4

O genial Jackson do Pandeiro marcou a música brasileira e revolucionou seu gingado”. – Gilberto Gil

Eu boto todo o volume dentro da casa. Pra cantar isso” – Zeca Pagodinho, sobre “Como tem Zé na Paraíba“.

Se você disser que eu desafino, amor…

 

O João Gilberto, eu acho ele um cara fabuloso, viu? Inclusive, ele dá opinião sobre mim. (…) Eu considero João Gilberto uma das glórias da música brasileira.(…) Ele tem uma puxada de corda que me agrada e cantando, também, eu gosto…”.

Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo: https://www.youtube.com/watch?v=I95Zh5_VnjY

Frevo do Bi (Que saudade de Didi, Mané e Pelé!):
https://www.youtube.com/watch?v=ijtomkfn7CQ

Frevando com a bola no pé!

Acredito que Jackson foi o mais tropicalista de todos os compositores de nossa MPB, porque não tinha medo das informações externas, e embora conhecesse muita coisa de música estrangeira, via sempre uma predominância de música brasileira sobre as outras. Para ele, o coco era uma espécie de célula-mãe de todos os outros ritmos. Acho o maior barato um paraibano pensar numa coisa grandiosa desse tipo”– Gilberto Gil

“Música brasileira, de um modo geral, faz tempo que não ouço. Às vezes até me esqueço, como cantar, porque não tem lugar para trabalhar, né? É difícil até viajar para o interior: não há contrato para ninguém. Tudo isso por conta da invasão da musica estrangeira. Isso não pode continuar assim. Tem tanto artista passando fome…A imprensa deveria fazer campanha para que a música brasileira volte a ser ouvida, para que os músicos voltem a ter emprego”.- Jackson do Pandeiro

 “Sou muito grato a essa juventude que vive me elogiando: o Gil, a Gal, o João Gilberto, o Caetano Veloso, o Sérgio Bittencourt. O Gil é um cara que respeito muito, porque a parada dele não é mole, mas ele sabe. Ele e a Gal Costa não tem nada de besta. São muito vivos. Por exemplo, gravei “Sebastiana”, “ O Canto da Ema” e “Chiclete com Banana”, dando o máximo que podia dar, certo? Então eles pegaram e fizeram de uma outra maneira. Eles criaram, e eu gostei. Não me importei com as guitarras. Tinham que fazer isso. É o tempo deles. Até eu posso gravar com guitarra, um dia. Agora, por exemplo, gravei com o Chiquinho, usando um acordeão eletrônico que solta um som de vibrafone e órgão ao mesmo tempo”.– Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro e Almira: Um arraso!

Jackson do Pandeiro – Sina de Cigarra (Excelente documentário, com vários depoimentos): https://www.youtube.com/watch?v=AfFKg2kL4JA

Forró na Abbey Road !

Artistas homenageiam o centenário de Jackson na internet:
https://www.maispb.com.br/407710/artistas-homenageiam-jackson-do-pandeiro-nas-redes.html

“Era uma das músicas do meu repertório. Era umas das músicas dele que eu mas gostava de cantar. Me interessava muito o assunto comentado, tratado: as relações entre a música brasileira e a música americana, a menção do rock, o samba-rock, que caracterizado ali. O tropicalismo foi uma época em que nós fizemos um trabalho de fusão, um trabalho difícil, um trabalho muito polêmico, contestado, de ritmos, de gêneros e tratamentos musicais variados, daqui e de fora… Essa música era muito emblemática disso tudo”.- Gilberto Gil

Jackson Carrosel:

No bronze com Gonzagão

BIBLIOGRAFIA
Grande parte desse material não se encontra mais à venda. Algo ainda pode ser encontrado nos sebos e na NET e mídias digitais.
 

MOURA, Fernando. VICENTE, Antônio. Jackson do Pandeiro. O Rei do Ritmo. São Paulo: Editora 34. 2001.

ALVITO, Marcos. Histórias do Samba. De João da Baiana a Zeca Pagodinho. Rio de Janeiro: Matrix. 2013.

COSTA, Haroldo. 100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro. São Paulo: Irmãos Vitale. 2000.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Editora Itatiaia Ltda. 1984.

ANDRADE, Mário. Dicionário Musical Brasileiro. São Paulo: Editora Itatiaia Ltda. 1989.

SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 1. 1901-1957. São Paulo: Editora 34. 1997.

SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de musicas brasileiras. Vol. 2. 1958-1985. São Paulo: Editora 34. 1998.

MARIZ, VASCO. A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.
PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.

LISBOA JUNIOR, LUIZ AMÉRICO. 81 Temas da Música Popular Brasileira.Itabuna: Agora Editoria Gráfica Ltda, 2000.

ANDRADE, Mário de. Aspectos sobre a música brasileira. São Paulo: Martins, 1975

TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular. São Paulo: Art.  1991.

VASCONCELOS,Ary. Panorama da música popular brasileira. Rio de Janeiro: Martins Editora.  1977.

ANDRADE, Mario de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora. 1965.

MARCELO, Carlos. RODRIGUES, Rosualdo. O fole roncou! Uma história do forró. Rio de Janeiro: Zahar Editora. 2012.

MARTINS, J.B.Antropologia da Música Brasileira. São Paulo: Editora Obelisco. 1978.
CALDAS, Waldenyr. Iniciação à Música Popular Brasileira. São Paulo:  Editora Ática. 1989.

BARBOSA, Valdinha. DEVOS, Anne Marie. Radames Gnattali. O Eterno Experimentador. Rio de Janeiro: Funarte. 1985.

TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular: da modinha ao Tropicalismo. São Paulo: Art Editora. 1986.

TINHORÃO, José Ramos. Música Popular: um tema em debate. São Paulo: Editora 34. 1997.

OS GRANDES SAMBAS DA HISTÓRIA. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. Editora Globo e BMG gravadora.


MPB COMPOSITORES – Você e a MPB. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. 41 CDs e 40 fascículos. Editora Globo.

• MUITO BOM PRA PESQUISAR – vale para todos compositores: https://immub.org/compositor

SONGBOOKS & PARTITURAS:

Partituras: https://www.superpartituras.com.br/jackson-do-pandeiro


Base do arranjo para piano escrito por Paulo Moura, que fez parte de repertório de show feito com Cliff Korman, no Lincoln Center em Nova York.

PARTITURAS DE FREVO

marcosfm-music.blogspot.com/2016/08/partituras-de-frevo-do-projeto.html

https://catalogobandasdemusicape.wordpress.com/frevos-para-download/

https://www.superpartituras.com.br/genero/frevo




Beethoven

Ludwig von Beethoven é um pilar da música clássica ocidental. Compositor e pianista criou obras incríveis que permanecem no repertório das orquestras importantes do mundo todo.dos

BIOGRAFIA RECOMENDADA: Beethoven. Angústia e triunfo – Jan Swafford. Editora Amarilys

Gênio irascível; contemporâneo do Iluminismo alemão e símbolo do Romantismo europeu; colecionador de frustrações amorosas; vítima de uma surdez progressiva que se manifestou no auge da fama; criador de obras que desafiaram os limites de seu tempo, levaram ao desenvolvimento de instrumentos novos e seguem sendo o ponto alto de sua arte, Ludwig van Beethoven (1770-1827) personifica a formação de uma sensibilidade moderna na música. Fruto de mais de uma década de trabalho, a biografia escrita por Jan Swafford alia rigor e entusiasmo ao oferecer um retrato detalhado da vida e da obra do compositor alemão. Ele mesmo um compositor renomado, Swafford comenta a evolução do trabalho de Beethoven em análises ao mesmo eruditas e acessíveis, sem perder de vista o leitor leigo. Além da compreensão profunda do músico revolucionário, Swafford busca fontes até então pouco exploradas para retraçar a vida íntima do homem, desfazendo mitos persistentes e descobrindo novos detalhes sobre as principais influências formadoras do autor da Nona Sinfonia.

“Beethoven é quem liga a matéria ao espírito e nos mostra que podemos viver uma vida material e, ao mesmo tempo, viver ideais fortes. Há nisso uma visão prof.a do nosso universo que não se explica. mas se sente. É aí que entra o gênio” – Maria João Pires. Pianista.

TUDO SOBRE BEETHOVEN, por Franz Ventura (conta de uma forma divertida a biografia do compositor alemão: https://www.youtube.com/watch?v=wSUaCAaEJ-A

CLIQUE – se quiser ouvir as sinfonias de Beethoven: https://www.ouvirmusica.com.br/ludwig-van-beethoven/1780753/

“Fique de olho nesse garoto. Algum dia ele vai dar ao mundo o que falar.” – Mozart

A História Ilustrada de Beethoven (Muito bom!) :

https://www.youtube.com/watch?v=hG2TPELcmrA

 “Não reconheço outra grandeza que não seja a bondade. Não há nada de mais belo do que distribuir a felicidade por muitas pessoas.” 

Terceira sinfonia de Beethoven é eleita a melhor da história : https://veja.abril.com.br/entretenimento/terceira-sinfonia-de-beethoven-e-eleita-a-melhor-da-historia/

“”Mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade.”

PARTITURA de “Pour Elise”:

Piano do gênio, no museu Beethoven.

“O Homem aprendeu a escrever os defeitos no bronze e as virtudes na água.” 

A nona é a sua sinfonia mais famosa por seu movimento final, onde coro e solistas cantam os versos da Ode à Alegria, de Friedrich Schiller. Incrível pensar que, ao escrevê-la, Beethoven já estava surdo. Ainda assim ele “regeu” a estreia, em 7 de maio de 1824 (ajudado por um músico escondido). Pena que ele não conseguiu escutar nem a execução nem o aplauso consagrador do publico ao final da execução. Quase dois séculos depois, a Nona continua exercendo seu fascínio e é um ícone da cultura universal. A versão instrumental da Ode à Alegria é o hino oficial da União Europeia.

Os sintomas de deficiência auditiva de Beethoven começaram se apresentar aos 27 anos de idade e, aos 48 anos estava completamente surdo. Apesar disso, continuou compondo, apoiado em sua grande experiência e em seu ouvido absoluto, que lhe permitia escutar mentalmente as notas e suas combinações.

Beethoven Leben in Bildern Musik Ludwig van Beethoven Partitur von der Neunten Sinfonie
Manuscrito da “Nona sinfonia”

NONA SINFONIA de BEETHOVEN pela Chicago Symphony Orchestra – regência de Riccardo Muti: https://www.youtube.com/watch?v=rOjHhS5MtvA

“Quem sou eu perto do universo?”

Ear trumpet“, uma espécie de corneta acústica que devia ser bastante desconfortável.

“Como eu podia confessar uma deficiência do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possuía na mais alta perfeição?” 

Hörrohr - Ludwig van Beethoven
Coleção de aparelhos auditivos do compositor estão preservados na Beethoven haus em Bonn.

“Era-me impossível dizer às pessoas: ‘fale mais alto, grite, porque sou surdo’.

As 10 principais obras de Beethoven compostas durante sua surdez: http://notaterapia.com.br/2015/12/17/as-10-principais-musicas-de-beethoven-compostas-durante-sua-surdez/

IMBATÍVEL: (pelo menos, aqui pro Degas) : “Sonata ao Luar”, com Nelson Freire: https://www.youtube.com/watch?v=f7NJOKcFfRc

“A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria.” 

LINHA DE FRENTE:

SINFONIA Nº. 5: (Tchan, Tchan, Tchan, Tchan): as quatro notas que iniciam a 5ª sinfonia de Beethoven – a sucessão de notas mais famosas da musica clássica mundial (ele dizia que era “o destino batendo à porta”)

“Ainda não se levantaram as barreiras que digam ao gênio: Daqui não passarás!”  – Beethoven

CONCERTO PARA VIOLINO em D major Op.61:  “É a única obra do gênero que Beethoven escreveu, mas ninguém duvida: é o maior Concerto para violino que existe, um dos pontos mais altos da eloquência beethoviana”. – Otto Maria Carpeaux https://www.youtube.com/watch?v=7PNe2LcIb6I

“O gênio é composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplicação.” 

PIANO CONCERTO Nº. 4: in G major, Op. 58 – Hélène Grimaud – Imponente! https://www.youtube.com/watch?v=QRQaViIjFHk

“Quem entende a minha música nunca mais será infeliz.” 

33 Variações sobre uma Valsa de Diabelli: com Sangyoung Kim (ao vivo) https://www.youtube.com/watch?v=fAl96i7KK6Y

O outro nome das 33 Variações sobre uma Valsa de Diabelli deveria ser Como fazer música sublime a partir de quase nada. As 33 Variações sobre uma Valsa de Anton Diabelli foram concluídas em 1823. Alfred Brendel as descreveu como a maior de todas as obras para piano em seu livro Structural Functions of Harmony. Arnold Schoenberg escreveu que, em relação às características harmônicas, é o trabalho mais radical de Beethoven. A peça foi composta depois que Diabelli, um editor de música bem conhecido e que também compunha, enviou sua valsinha para todos os compositores importantes do Império Austríaco, pedindo a cada um deles uma variação. Seu plano era publicar todas as variações em uma antologia cuja renda beneficiaria os órfãos e as viúvas das Guerras Napoleônicas. Mas Beethoven escreveu 33… Diabelli ficou enlouquecido, proclamando-as como uma grande e importante obra-prima, digna das criações imperecíveis e que ocuparia um lugar ao lado de famosas peças análogas de Johann Sebastian Bach. Tinha razão. Extraído do site P.Q.B.Bach (O melhor site de música clássica – IMPERDÍVEL!)

“Príncipe, o que és, és acidentalmente por nascimento; o que eu sou, sou por mim mesmo. Príncipes existem e existirão aos milhares, Beethoven há apenas um.”  – Ele mesmo.

“Eu amo retidão e integridade, e sou da opinião que ninguém devia barganhar com um artista.” 

“Jamais pensei em escrever música por reputação ou honra. O que possuo em meu coração precisa vir à tona; este é o motivo pelo qual eu componho”.

A vida de Beethoven em imagens:

https://www.dw.com/pt-br/a-vida-de-beethoven-em-fotos/g-3599796. —

“É já tarde!”

Edgard Poças

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